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Nordestino consome três vezes menos chocolate do que restante do país na Páscoa
Nem cerveja, nem futebol. Nos meses de março e abril,
unanimidade mesmo é o chocolate. Será? Para surpresa de muitos, a
delícia feita à base de cacau não está com essa bola toda na Bahia e nos
outros estados do Nordeste. Pelo menos é o que expressam os números de
uma pesquisa realizada pela Mondeléz International, empresa que
administra a Lacta. De acordo com o levantamento, o consumo médio de
chocolate do nordestino durante a Páscoa é de 25 gramas por ano,
enquanto no restante do país, são 72 gramas para cada consumidor, valor
quase três vezes maior. Segundo a gerente da categoria de chocolates da
companhia, Alessandra Mendes, uma das grandes causas do insucesso na
região é o calor, que dificulta a comercialização do produto. “O clima
muito quente faz com que a gente não consiga vender o chocolate em todos
os lugares. Para amenizar isso, a Lacta está com um projeto de colocar
adegas refrigeradas nos pontos de venda, para elevar a qualidade do
comércio”, afirmou. Outro problema, aponta Alessandra, é o baixo poder
aquisitivo do nordestino. A gerente, no entanto, vê com esperança o
crescimento do mercado nos lados de cá. “O consumo já vem aumentando nos
últimos anos, principalmente devido a questões econômicas. O nordestino
está saindo de categorias básicas para as mais sofisticadas. A gente
espera que isso cresça cada vez mais rápido”, torceu. Este ano, a Lacta
espera vender 28 milhões de ovos de Páscoa em todo o Brasil, 3,5 milhões
no nordeste.
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