
Mesmo com a crise no abastecimento de gás de cozinha para as revendedoras e consumidores baianos, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sinrevgas), Robério Souza, informou que o produto não vai ficar mais caro. “A situação deu uma leve melhorada, o cenário ainda é preocupante, mas o consumidor pode ficar tranquilo com relação ao valor”, destacou em entrevista ao Correio 24 horas.
O presidente do sindicato explicou que a situação só será normalizada quando a Acelen voltar com a oferta normal do produto. Segundo ele, toda a Bahia está sofrendo com a falta do gás, mas no interior do estado a crise é maior, como em Feira de Santana e Serrinha.
A Acelen, dona da Refinaria de Mataripe, informou que está atuando ativamente para restabelecer, aos níveis normais, o fornecimento de gás aos clientes. A falta do produto acontece porque algumas unidades da Refinaria de Mataripe estão passando por manutenção programada ou reativação, o que a empresa diz ter informado com antecedência de 90 dias à agência reguladora e a seus clientes.
A Acelen está importando gás de cozinha da Argentina e retomando a operação de uma unidade que estava hibernando há três anos para acelerar o processo de fornecimento do gás de cozinha (GLP). A empresa estima que em quatro a cinco dias deverá voltar a entregar o produto acima da cota contratual estipulada para o período de manutenção. Segundo a proprietária da refinaria, os distribuidores de gás foram informados sobre a redução na oferta do produto durante a operação de manutenção de unidades que está acontecendo há pelo menos 90 dias.
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