O decorrer "caótico" do sorteio dos grupos da Copa das Confederações,
neste sábado (1º), deixou constrangido o secretário-geral da Fifa,
Jérome Valcke, diante de autoridades. O sorteio deveria ter sido
simples: o Brasil, país-sede, e a Espanha, atual campeã do mundo, seriam
automaticamente nomeados os cabeças-de-chave dos grupos A e B, e as
outras seis seleções restantes seriam distribuídas nas vagas
remanescentes. As únicas ressalvas eram que a Itália ficasse separada da
Espanha, dividindo as duas nações europeias em dois grupos, e que o
Uruguai ficasse no grupo oposto ao do Brasil, o que separaria as duas
seleções sul-americanas. A Itália ficaria no Grupo A com o Brasil,
enquanto o Uruguai ficaria com a Espanha no Grupo B. Entretanto, quando o
nome do Uruguai foi sorteado, Alex Atala, um dos principais chefs
brasileiros e que ajudava o secretário-geral da Fifa no sorteio, colocou
a mão no pote do Grupo A e escolheu a posição A3. Valcke colocou o
Uruguai na posição B3, mas o Taiti foi depois sorteado com a mesma
posição. "Isso não bate, o Taiti deve estar na posição B3", disse Valcke
ao perceber o erro. O Taiti foi então colocado na posição B3 e o
Uruguai foi para a posição B2, o que coloca a seleção atual campeã da
Copa América contra a Espanha em sua partida de estreia. "Foi um sorteio
um tanto quanto caótico, desculpas por isso", disse Valcke ao auditório
lotado que incluía a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa,
Joseph Blatter. "É triste que essas coisas aconteçam na vida, essa é a
minha primeira vez", disse Valcke. O sorteio colocou o Brasil, que
venceu as duas últimas edições do torneio, com o Japão, o México e a
Itália, vice-campeã da última edição da Eurocopa. A Espanha, atual
campeã europeia e mundial, estreia contra o Uruguai no dia 16 de junho. O
campeão da Oceania, Taiti, e o campeão africano, que será conhecido no
dia 10 de fevereiro, completam o Grupo B.
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