Pesquisa do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) divulgada em julho deste ano fez um ranking
das remunerações de 48 profissões de nível superior no País. Os docentes
ocupam a 47ª posição, acima somente dos religiosos.
A proposta do Plano Nacional de Educação
prevê a equiparação dos salários dos professores com os de outros
profissionais com curso superior. De acordo com o IBGE, o salário médio
dos profissionais de nível superior no País é de R$ 4,1 mil. Já os
professores da rede municipal ganham, em média, R$ 2 mil. Os da rede
estadual, R$ 2,6 mil.
A Lei do Piso Salarial (11.738/08)
estabelece que os docentes não podem receber menos que R$ 1.567 por mês.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE),
no entanto, pelo menos sete estados não cumprem a regra, que foi
confirmada pelo Supremo Tribunal Federal em 2011.
“Os professores são uma categoria muito
mal remunerada, e a consequência disso é que a juventude não tem
qualquer interesse na carreira”, afirma Artur Bruno. A presidente da
Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam),
Vilani de Souza Oliveira, acrescentou: “Educação de qualidade está
intrinsecamente ligada a salários dignos”.
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