Um levantamento do ensino médio realizado pelo
Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a Bahia é o estado com o
maior déficit de professores qualificados em todo o Brasil. Para suprir a
carência seria necessário contratar 6.931 profissionais com formação
específica nas 12 áreas do conhecimento que compõem o arco de
disciplinas obrigatórias do antigo segundo grau. O número corresponde a
21% do total registrado no país - 32.738. É ainda quase
duas vezes maior que o de Minas Gerais, segundo colocado no ranking, com
déficit de 3.962 docentes. Em seguida, vêm Amazonas (2.069), Pará
(2.024) e São Paulo (1.792). Na outra ponta da tabela, está o Distrito
Federal, que só precisaria preencher 60 vagas. O resultado, divulgado
ontem, integra o relatório final da auditoria feita ano passado pelo
TCU, com apoio de 28 tribunais estaduais. De
acordo com os dados compilados pelo TCU, o déficit de professores com
formação específica na Bahia é maior em Física (1.090). Foram
registradas carências altas em Português (809), Língua Estrangeira
(790), Química (616) e Biologia (520). A radiografia
do TCU deixa a Bahia no topo do ranking dos estados com maior
quantidade de professores sem formação específica atuando no ensino
médio: 15.823. Quantidade quase cinco vezes superior a de Santa Catarina
(3.308), que ficou em segundo. (Correio)
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