Estudo brasileiro divulgado nesta quarta-feira
(19) indica que a falta de saneamento básico nas cidades pode afetar a
economia nacional por reduzir a produtividade do trabalhador, impactar o
aprendizado de crianças e jovens, além de afastar o interesse turístico
de regiões que sofrem com o despejo de esgoto e ausência de água
encanada. A pesquisa sugere que a queda na eficiência de trabalhadores e
estudantes é causada por doenças provocadas pela ausência de
saneamento, como as infecções gastrointestinais, que levam a diarreia e
vômito – resultantes do consumo de água contaminada. Segundo o relatório
"Benefícios econômicos da expansão do saneamento brasileiro", lançado
nesta quarta-feira (19), essa deficiência de infraestrutura influencia a
posição do país nos principais índices de desenvolvimento, como o de
mortalidade infantil e longevidade da população. No contexto mundial, o
país ocupa a 112ª posição num ranking de saneamento que engloba 200
países. A pontuação do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Saneamento
-- indicador que leva em consideração a cobertura por saneamento atual e
sua evolução recente -- foi de 0,581 em 2011, inferior às médias da
América do Norte e da Europa. O índice brasileiro também está abaixo do
de países latino-americanos como Honduras (0,686) ou Argentina (0,667).
"Queremos mostrar que o saneamento traz também outras formas de riqueza,
como a geração de trabalho, evolução do turismo, melhora na
escolaridade e que a falta dele pode provocar uma crise de
produtividade", disse Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto
Trata Brasil, um dos organizadores do documento com o Conselho
Empresaria Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o CEBDS.(O
Globo)
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