O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que o acordo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã será um dos tópicos centrais da cúpula do G7, que teve início nesta segunda-feira (15.jun.2026) em Évian-les-Bains. Em um vídeo divulgado nas redes sociais no último domingo (14.jun.2026), Macron destacou que os líderes presentes irão analisar as implicações do entendimento firmado entre Washington e Teerã.
Durante as discussões, os líderes do G7 planejam abordar questões como a situação no Líbano, a navegação pelo estreito de Ormuz e os programas nucleares e balísticos do Irã. Macron enfatizou que o objetivo das conversas será avaliar as consequências do acordo, discutir o apoio ao Líbano, garantir a reabertura duradoura de Ormuz e finalizar um entendimento sobre os temas nucleares e balísticos relacionados ao Irã.
Além disso, o presidente francês anunciou que representantes do Egito, do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos estarão presentes nas discussões, uma vez que esses países desempenharam papéis diplomáticos significativos ou foram diretamente impactados pelo conflito na região do Oriente Médio. Macron ressaltou a importância de diversificar as rotas para o transporte de energia da região, visando minimizar a dependência das vias tradicionais e os impactos de interrupções nas economias globais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (14.jun.2026) que o acordo com o Irã estava formalmente “completo”. Trump determinou a retirada imediata do bloqueio naval imposto pelos EUA e autorizou a reabertura do estreito de Ormuz sem a cobrança de pedágio.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também comentou sobre o entendimento, afirmando que ele estabelece o encerramento “imediato e permanente” das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. O Paquistão atuou como mediador nas negociações entre as partes. A assinatura formal do acordo está prevista para ocorrer na sexta-feira (19.jun.2026), na Suíça, embora os detalhes completos ainda não tenham sido divulgados.
Além do acordo com o Irã, a guerra na Ucrânia será outro ponto de foco na cúpula. Macron informou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participará do encontro, onde os líderes discutirão o apoio a Kiev e as condições para futuras negociações de paz. A cúpula do G7 se estenderá até quarta-feira (17.jun.2026) e reúne os países Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil está presente como convidado, ao lado de Coreia do Sul, Índia e Quênia.
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