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Produtora de filme sobre Bolsonaro é alvo de operação policial por suspeita de fraude milionária em São Paulo

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo colocou no centro das investigações a produtora responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação foi deflagrada nesta segunda-feira (1º) e apura suspeitas de fraude em licitação e possível desvio de recursos públicos.

A Operação WI-FI tem como um dos principais alvos o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Ferreira da Gama, que também é sócia da empresa Go UP Entertainment Ltda, produtora do longa-metragem.

Segundo as investigações, o ICB venceu um contrato da Prefeitura de São Paulo no valor inicial de R$ 108 milhões para execução do programa WiFi Livre SP. Com aditivos contratuais, o montante repassado à organização teria alcançado R$ 157,1 milhões.

De acordo com a Polícia Civil, há suspeitas de que pelo menos R$ 26 milhões tenham sido pagos sem a efetiva prestação dos serviços previstos. As apurações envolvem possíveis fraudes no processo licitatório, irregularidades na execução contratual e eventual desvio de verbas públicas.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao instituto, à produtora, à residência da investigada e também em setores da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo.

Os investigadores também solicitaram acesso a relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para analisar movimentações financeiras do ICB, da Go UP e de Karina Ferreira da Gama.

Uma das linhas de investigação busca esclarecer se recursos públicos destinados ao programa municipal teriam sido utilizados para financiar atividades relacionadas à produção do filme Dark Horse. A polícia apura ainda a existência de possível confusão patrimonial entre as organizações envolvidas.

O filme teve grande parte do orçamento financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. As autoridades investigam eventuais conexões financeiras entre os recursos movimentados pelas entidades e a produção audiovisual.

Até o momento, os investigados não foram condenados, e as apurações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo.

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