Até a metade do ato, mais de 60 manifestantes foram detidos pela PM, cerca de 40 deles antes mesmo de o protesto começar. A polícia não informou o número de detidos. Advogados do Movimento Passe Livre afirmam que foram mais de 150 ao todo. Antes do início do ato, manifestantes e jornalistas que carregavam vinagre - como o repórter Piero Locatelli, da "Carta Capital"– para reduzir os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo foram detidos, sob a alegação da PM de que o produto pode ser usado para fabricar bombas caseiras.
Entre as dezenas de feridos, sete são jornalistas da Folha de S.Paulo. A repórter Giuliana Vallone, da TV Folha, foi atingida no olho por uma bala de borracha
disparada por policiais militares da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de
Aguiar). Outro repórter da Folha, Fábio Braga, também foi atingido no
rosto por disparos de bala de borracha no centro da cidade. Giuliana
subia a rua Augusta registrando o protesto quando foi atingida.
Antes
do protesto, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou que não iria
tolerar atos de vandalismo. Na manifestação de ontem, a PM mobilizou
grande aparato, com tanques blindados, helicópteros e até a cavalaria.
Além da Tropa de Choque, policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de
Aguiar) e da Força Tática atuaram na repressão, totalizando efetivo de
900 homens.
Do UOL- São Paulo (reportagem de Janaina Garcia e Marivaldo Carvalho)
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