
Considerada uma das pautas mais importantes da
gestão de Michel Temer, a reforma da previdência tem gerado debate em
diversos setores. Na opinião do defensor público da União Thales
Treiger, a reforma deve afetar a todos os empregados do setor privado
que estão na ativa, além de servidores públicos e parlamentares. No
entanto, as mudanças podem atingir desproporcionalmente a população mais
pobre. "São os mais pobres que, no momento da velhice, não conseguiram
guardar recursos para prover a velhice com mais conforto", disse, em
entrevista ao jornal O Dia. " A ausência de políticas públicas de saúde
por exemplo agravam ainda mais esse quadro porque é justamente o mais
pobre aquele que não consegue pagar por um plano de saúde", avalia.
Desde o anúncio da reforma, a Defensoria Pública da União criou umgrupo
de trabalho para acompanhar as novas regras. "Assim que forem
oficialmente apresentadas, as medidas serão avaliadas e, caso sejam
prejudiciais aos trabalhadores, serão questionadas juridicamente",
afirma. Treiger explica que a DPU avalia abrir ações civis públicas caso
a reforma prejudique os direitos do trabalhador.
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