Uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
As investigações tiveram início após uma idosa sofrer um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil ao ser enganada por criminosos, que se passaram por funcionários de uma instituição financeira.
De acordo com as diligências, o grupo induziu a vítima, que mora no Lago Sul (DF), a realizar transferências via Pix para empresas de fachada, criadas exclusivamente para movimentação ilícita de recursos, que eram rapidamente pulverizados, para dificultar o rastreamento.
A investigação apontou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e prática reiterada de golpes em diferentes estados.
Por meio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), unidade da Coordenação de Repressão às Fraudes (Corf), com apoio das polícias civis do Rio de Janeiro de São Paulo, cumpriram 11 mandados, sendo cinco de prisão temporária e seis de busca e apreensão.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, além de outras vítimas.
“Orquestra”
A operação foi batizada de “Regência”, pois, segundo a PCDF, a organização criminosa atuava de forma semelhante a uma orquestra, regida por um maestro oculto, em que cada integrante desempenhava um papel específico e coordenado.
De acordo com os investigadores, assim como numa regência musical, havia comando, sincronização e harmonia entre as ações criminosas, o que permitiu a prática reiterada e sofisticada de fraudes bancárias em diversos estados.
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