O síndico Cléber Rosa de Oliveira
confessou ter assassinado a corretora Daiane Alves Souza em Caldas
Novas, Goiás, motivado por desentendimentos constantes sobre a
administração do condomínio. Ele e seu filho, Maykon Douglas, foram
presos sob as acusações de homicídio e obstrução de justiça. A polícia
trata o caso como um crime de motivo torpe, resultado de uma escalada de
conflitos entre as partes.
O
desaparecimento ocorreu em 17 de dezembro, logo após Daiane descer ao
subsolo para verificar uma queda de energia exclusiva em seu
apartamento. Minutos antes de sumir em um "ponto cego" das câmeras de
segurança, ela enviou vídeos a uma amiga relatando o problema. A
investigação trabalha com a hipótese de que o desligamento da luz foi
uma armadilha proposital para atraí-la até o local onde o crime ocorreu.
Após
o assassinato, o corpo foi retirado do prédio em um veículo e ocultado
em uma área de mata, sendo localizado apenas semanas depois. A polícia
identificou tentativas de encobrir o crime, como a compra de um celular
novo para o pai feita pelo filho logo após a desova do corpo. Apesar das
buscas, a perícia ainda não encontrou vestígios de sangue no subsolo ou
no carro, o que dificulta a precisão sobre a dinâmica exata da morte.
O
caso revela um histórico de tensão prévia, já que Cléber havia sido
denunciado pelo Ministério Público por stalking contra a vítima. Além
disso, há inconsistências que a polícia tenta esclarecer, como o fato de
a porta do apartamento de Daiane ter sido encontrada trancada no dia
seguinte, contrariando relatos de que ela teria saído às pressas e
deixado a porta aberta, o que sugere que alguém retornou ao imóvel após o
crime.
Fonte: Bahia Notícias
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