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Quem quer se dar bem no Carnaval aposta no poder de fogo das cantadas

Ah, o Carnaval... É quando elas se libertam, se embriagam, falam o que sempre quiseram. As bocas ficam loucas, parecem ganhar vida própria.
As músicas dançantes tocadas ininterruptamente e bebida, muita, para o relaxamento completo. É a junção perfeita para que até os mais tímidos voltem para casa com, pelo menos, um beijinho.

Para a advogada Virginia Maracajá,  o movimento precisa ser rápido, já que não há tempo para conversa. “Não dá pra saber muito sobre a pessoa, porque tudo passa rápido, inclusive os trios”, brinca.

Na hora da investida, vale desde apelidos carinhosos, a tradicional troca do colar do Gandhy por beijo ou até trazer um anel de noivado para a avenida, como fez o carioca Roberto Sales. “Tô tentando achar a mulher da minha vida no Carnaval”. 

Com um saldo que ultrapassa 50 bocas por ano, o professor carioca Leandro Rocha reforça a tese de que para se dar bem o cara deve estar feliz e confiante. “Não pode segurar o cabelo, nem puxar pelo braço, tem de ser educado e fazer ela sorrir sem frases de efeito”, ensina.

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