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Atentado dos Talibãs mata ao menos 126 pessoas, a maioria crianças, em uma escola do Paquistão

imagePelo menos 126 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, foram mortos em um ataque do Talibã contra uma escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do Paquistão, informaram as autoridades locais. Outras 122 pessoas ficaram feridas, segundo a Reuters.
Cerca de cinco horas depois do início do ataque, o Exército anunciou o fim dos combates, com a eliminação dos seis agressores. Segundo as autoridades do Paquistão, algumas crianças chegaram a ser feitas reféns por homens do Talibã dentro da escola. As forças de segurança cercaram o local, entreando em combate com os militantes.
Muitos alunos foram executados com tiros na cabeça, informou o ministro provincial da Informação, Mushtaq Ghani. De acordo com a imprensa local, um grupo de seis insurgentes vestidos com uniformes do exército entrou na escola durante a manhã. As forças de segurança rodearam o edifício e entraram em confronto com os extremistas. 
Segundo testemunhas, uma forte explosão sacudiu a escola pública. Depois disso, os terroristas - que usavam uniformes militares -, percorreram sala por sala atirando nos estudantes. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, classificou o ataque como uma “tragédia nacional”.
Mohamed Umar Jorasani, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP, nas siglas em inglês), reivindicou o ataque e disse que os militantes usaram franco-atiradores e suicidas.
"Receberam ordens para atirar nos estudantes mais velhos, não em crianças", disse à AFP, afirmando que o objetivo da operação era vingar seus combatentes mortos na ofensiva militar contra o movimento em seus redutos perto de Peshawar. "Nós atacamos a escola porque o exército ataca nossas famílias. Queremos que eles sintam nossa dor", disse o porta-voz do grupo, Muhammad Umar Khorasani.
 
O TTP, principal grupo extremista do país, é uma organização ligada à Al-Qaeda, que enfrenta o governo desde 2007.
(Do G1, em São Paulo/ Foto: Mohammad Sajjad/AP).

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