Cerca
de cinco horas depois do início do ataque, o Exército anunciou o fim
dos combates, com a eliminação dos seis agressores. Segundo as
autoridades do Paquistão, algumas crianças chegaram a ser feitas reféns
por homens do Talibã dentro da escola. As forças de segurança cercaram o
local, entreando em combate com os militantes.
Muitos
alunos foram executados com tiros na cabeça, informou o ministro
provincial da Informação, Mushtaq Ghani. De acordo com a imprensa local,
um grupo de seis insurgentes vestidos com uniformes do exército entrou
na escola durante a manhã. As forças de segurança rodearam o edifício e
entraram em confronto com os extremistas.
Segundo
testemunhas, uma forte explosão sacudiu a escola pública. Depois disso,
os terroristas - que usavam uniformes militares -, percorreram sala por
sala atirando nos estudantes. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz
Sharif, classificou o ataque como uma “tragédia nacional”.
Mohamed
Umar Jorasani, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP,
nas siglas em inglês), reivindicou o ataque e disse que os militantes
usaram franco-atiradores e suicidas.
"Receberam
ordens para atirar nos estudantes mais velhos, não em crianças", disse à
AFP, afirmando que o objetivo da operação era vingar seus combatentes
mortos na ofensiva militar contra o movimento em seus redutos perto de
Peshawar. "Nós atacamos a escola porque o exército ataca nossas
famílias. Queremos que eles sintam nossa dor", disse o porta-voz do
grupo, Muhammad Umar Khorasani.
O TTP, principal grupo extremista do país, é uma organização ligada à Al-Qaeda, que enfrenta o governo desde 2007.
(Do G1, em São Paulo/ Foto: Mohammad Sajjad/AP).
(Do G1, em São Paulo/ Foto: Mohammad Sajjad/AP).
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