Crianças e adolescentes podem oficialmente
receber um composto da maconha para fins medicinais. OConselho Federal
de Medicina liberou o uso do canabidiol, derivado da maconha, para
portadores de doenças neurológicas com convulsão de difícil controle. O
que isso significa na prática? Em quais situações clínicas pode ser
prescrito? Quem o utiliza pode ter algum tipo de dependência da droga? E
os outros efeitos da maconha, como euforia, também acontecem? Vamos
entender. A maconha, ou Cannabis sativa, como é o nome científico desta
planta, é composta por várias substâncias. Dentre elas destacam-se
especificamente duas, que pertencem ao grupo dos fitocanabinóides: o
THC, que é o tetrahidrocanabidiol e o CBD, que é o canabidiol. Estas
duas substâncias são diferentes. Têm, portanto, efeitos diferentes. O
THC é o responsável pelos efeitos psicoativos característicos da
maconha como, por exemplo, confusão mental, sensação de prazer ou de
euforia, percepção de estímulos e sensações mais aguçadas, pensamento
solto, porém mais lento, menor capacidade cognitiva e maior dificuldade
na coordenação motora. O THC é o componente que causa o maior grau de
dependência, em consequência, naturalmente, da dose, frequência de uso,
idade e vulnerabilidade individual do usuário.
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