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Sob pressão do PMDB, Planalto aceita pedido de demissão de Cid Gomes, ministro da Educação

imageA secretária de Comunicação da Presidência da República informou no início da noite desta quarta-feira que o ministro da Educação, Cid Gomes, entregou o cargo. Em nota, o Planalto esclarece que o pedido de demissão foi feito à presidente Dilma Rousseff (PT), que aceitou.

A nota ainda esclarece que a presidente “agradeceu a dedicação dele à frente da pasta”.  Ao sair da reunião com a presidente, Gomes declarou que a declaração dele tornava inviável a permanência no governo. "A conjuntura política me impede de continuar. A minha permanência ficou um contraponto à base. A forma como coloquei as coisas, é óbvio que cria dificuldade para o governo", disse Cid.

O pedido de Gomes para deixar o governo ocorreu após a participação dele em sessão da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira. Em sua fala no plenário, ele disse que os parlamentares da base do governo que não votam de acordo com a orientação do Planalto devem “largar o osso” e ir para a oposição.

“Partidos de oposição têm o dever de fazer oposição. Partidos de situação têm o dever de ser situação ou então larguem o osso, saiam do governo”, afirmou. Gomes foi ouvido na Casa nesta quarta-feira para explicar sua declaração de que haveria no Congresso “300 ou 400 achacadores” que se aproveitam da fragilidade do governo.

Ainda na mesma sessão ele subiu o tom e apontou o dedo para o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). “Prefiro ser acusado por ele de mal-educado do que ser acusado como ele de achaque”, afirmou.

A participação de Cid Gomes na comissão geral da Câmara foi encerrada repentinamente com um bate-boca entre o ministro e o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ). Ao ser chamado de "palhaço" pelo parlamentar e ter o microfone cortado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cid deixou o plenário e a sessão foi encerrada. Segundo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), Cid seguiu direto para reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

 Com Agência Estado

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