Reprodução/Câmara dos Vereadores de Ituverava Redação -
A
polícia prendeu preventivamente o médico ortopedista Laerte Fogaça
Souza Filho,57 anos, nesta quinta-feira (1º). Ele é suspeito de violação
sexual contra pacientes mediante fraude em Igarapava (SP) e estava com a
prisão preventiva decretada pela Justiça. A defesa dele nega todas as
acusações.
Laerte,
que também é vereador em Ituverava (SP), já tinha sido preso em
flagrante na quarta-feira (24), mas no dia seguinte passou por audiência
de custódia e acabou liberado mediante pagamento de fiança no valor de
R$ 40 mil e determinação de medidas cautelares.
Na
semana passada, o Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal
de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em caráter liminar, decretou a prisão
dele nesta quinta-feira (1º).
Padrão contra pacientes
De
acordo com o g1, após denúncia da paciente de Igarapava na quarta-feira
(24), a Polícia Civil descobriu que já havia queixas de mulheres em
Aramina (SP) e em Guaíra (SP), feitas em 2020 e 2022. Pelo menos oito
mulheres procuraram a polícia para denunciar o médico. Três depoimentos
foram colhidos até o momento pelo delegado de Igarapava.
“Os
boletins de ocorrência antigos contra ele têm uma similitude muito
grande no modus operandi para praticar os abusos. Isso é um indício de
que ele poderia estar praticando esse ato com frequência. É bem parecida
a maneira como expõe as vítimas. Sempre tem a maca envolvida, um
atrito, uma fricção de genitália que a vítima sempre acha estranho e
percebe na hora”, disse o delegado Gabriel Fernando Tomaz da Silva.
As
denunciantes relataram que durante a consulta, o médico pediu para que
elas se deitassem na maca de bruços e com as mãos para trás. Em seguida,
ele se aproximou com o pênis ereto e o colocou nas mãos das mulheres,
ou o encostou nelas. Elas também disseram que o ortopedista massageava o
pescoço delas, mas que o toque não era parecido com um exame, e sim com
uma carícia sexual.
Investigação
O
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu
sindicância para apurar a conduta do médico. Já o Hospital dos
Canavieiros afastou o médico das funções conforme a Justiça havia
determinado anteriormente e abriu investigação interna. A Câmara de
Ituverava, onde Fogaça atua, não instaurou apuração sobre o caso.
Fonte: BNews
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