O papa Leão XIV presidiu, neste
domingo (5), sua primeira missa do Domingo de Páscoa, na Praça São
Pedro, no Vaticano, desde que se tornou representante máximo da Igreja
Católica, em maio de 2025. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o
mundo, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o
diálogo para encerrar os conflitos bélicos.
“Quem
tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear
guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o
diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”,
disse Leão XIV.
Segundo
informações da Agência Brasil, o líder religioso criticou a falta de
sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio. “Estamos nos
habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando
indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes
às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes
às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos
sentimos”.
Há
uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada, para retomar
uma expressão cara ao papa Francisco. “Quanto desejo de morte vemos
todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do
mundo”, ponderou o líder católico.
Leão
XIV citou o exemplo de Cristo para defender o diálogo e a cooperação
como forma de superar o ciclo de ódio que gera e perpetua guerras e
conflitos. “Esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade,
porque gera relações respeitosas em todos os níveis: entre as pessoas,
famílias, grupos sociais e nações. Não visa o interesse particular, mas o
bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para o
conceber e o concretizar em conjunto com os outros”, acrescentou.
Ele
lembrou que, para os cristãos, a Páscoa representa “uma vitória da vida
sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.
“Esta
é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar; uma promessa que nos custa
acolher, porque o poder da morte ameaça-nos constantemente, por dentro e
por fora”, disse o papa, insistindo na crítica à indiferença. “Todos
temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado,
preferimos não olhar, mas não podemos continuar indiferentes! Não
podemos resignar-nos ao mal!”
Segundo
o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à
celebração litúrgica deste domingo, concluída com o papa apelando a
todos que “façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”. “Não
àquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e
transforma o coração de cada um de nós.”
Fonte: Bahia Notícias
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