Em março passado, o ex-senador Delcídio do Amaral
revelou, em delação premiada, que o ex-presidente Lula era o comandante
do esquema de corrupção na Petrobras. Na última sexta-feira (3), o
ex-senador formalizou a denúncia contra Lula. Segundo ele, Lula
distribuiu as diretorias da estatal entre políticos aliados em troca do
apoio deles no Congresso. Além de cuidar pessoalmente de cada detalhe do
loteamento, da divisão dos postos à escolha dos nomeados, Lula teria
pleno conhecimento de que os partidos usavam os cargos para cobrar
propina de empreiteiras e financiar seus caixas e campanhas eleitorais.
Era, segundo o ex-senador, uma ação coordenada de governo que tinha o
objetivo de comprar apoio político-partidário com propina desviada de
contratos superfaturados da Petrobras. Ele declarou ainda que havia
nichos isolados de corrupção na empresa até a descoberta do mensalão, em
2005. Com o estouro do escândalo, Lula teve de reorganizar a base
governista para escapar do impeachment. Para tanto, abriu ainda mais as
portas da Petrobras a PMDB e PP. Delcídio disse que nenhum outro
presidente usou tanto a Petrobras politicamente como Lula. O petista
despachava pessoalmente com os diretores da estatal. Além disso, lançava
mão da companhia como instrumento de disputa eleitoral.(Veja)
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