O governo do presidente Michel Temer vai propor,
em um texto que será enviado para análise do Congresso Nacional, que a
idade mínima para a aposentadoria seja de 65 anos, seja para homens como
para mulheres. A proposta de reforma da Previdência Social já está
pronta e caberá a Temer decidir quando enviar para o Legislativo. Pela
proposta, tanto os servidores públicos quando os trabalhadores da
iniciativa privada só poderão se aposentar aos 65 anos de idade. A nova
regra só valeria para os trabalhadores com menos de 50 anos. Quem tem
mais de 50 anos, ficaria sob o regime atual, mas teria de pagar um
“pedágio” proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria. De
acordo com o texto, mulheres e professores teriam um tratamento
diferenciado. Para eles, a idade de transição não seria de 50 anos, mas
45. O tempo de contribuição, pela proposta, teria peso para o valor do
benefício. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, explicou ao
Jornal Nacional que o ponto de partida do governo é convencer a
sociedade da urgência da reforma previdenciária. Segundo o governo, o
déficit da Previdência é crescente e deve chegar a R$ 200 bilhões em
2017. “A gente, quando tem dúvida, veja como o mundo resolveu essas
questões. O mundo resolveu com a idade mínima. O Brasil não vai querer
ser o ‘Joãozinho’ do passo certo. Também vai resolver com idade mínima,
porém nós não vamos criar esse sistema agora”, explicou Padilha. “No
primeiro sistema previdenciário de 1934 do governo do presidente
[Getúlio] Vargas, a idade mínima era 65 anos e lá a expectativa de vida
era 37 anos. Hoje, nós queremos os mesmos 65 com uma expectativa de vida
de 78 anos. [...] A capacidade da União pra poder fazer essa reposição,
ela está no limite. Nós temos que encontrar uma forma de estabilizar
num primeiro momento e depois cair essa responsabilidade”, disse.
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