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Garoto que confessou morte de menina de 9 anos poderá ficar internado por tempo indeterminado

A brutalidade, a premeditação e a frieza demonstradas pelo garoto de 12 anos que disse à polícia ter matado a menina Raíssa Eloá Capareli Dadona, 9, podem levá-lo a uma internação psiquiátrica por tempo indeterminado caso seu depoimento seja confirmado, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Entre eles está o procurador Paulo Afonso Garrido de Paula, 62, coautor do ECA (Estatuto da Criança de Adolescente). Ele diz ver na gravidade do ato infracional e nas características do garoto um sinal de que algo não está certo “do ponto de vista mental”.
“Ainda que seja um garoto de 12 anos, ninguém comete um crime dessa natureza, com esses requintes, sem algum tipo de comprometimento [psiquiátrico]”, afirma o membro do Ministério Público de São Paulo. “Evidentemente, ele vai passar por avaliação psicológica e psiquiátrica. Se indicar um desequilíbrio e ele for capaz de redundar na prática de novos atos semelhantes, por razões de defesa social, determina-se a manutenção dele numa casa de saúde.”
De acordo com a polícia, o garoto confessou ter matado Raíssa no parque Anhanguera (zona norte da capital paulista), e disse ter brincado com a vítima antes de assassiná-la com pauladas na altura do rosto. Segundo policiais, o adolescente teria mostrado frieza ao confessar a morte. “Teoricamente ele fica sujeito a três anos de internação enquanto medida socioeducativa, pelo ato infracional, mas, além disso, a alguma medida socioeducativa imprópria, como são chamadas essas relacionadas à saúde mental”, diz o promotor. (mais…)

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