A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que há 62% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre junho e agosto de 2026. A projeção foi divulgada após análises das condições do Oceano Pacífico, que indicam o enfraquecimento da atual fase de La Niña.
Antes da possível mudança, os especialistas esperam um período de neutralidade climática, quando nenhum dos dois fenômenos atua de forma dominante. Esse cenário deve ocorrer entre março e maio, enquanto as temperaturas da superfície do mar começam a subir gradualmente.
De acordo com os modelos climáticos analisados pela agência, a chance de um El Niño ativo tende a aumentar ao longo do segundo semestre, podendo ultrapassar 80% até o final de 2026.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, fenômeno que costuma provocar mudanças no clima em diversas partes do planeta, influenciando regimes de chuva, temperatura e ocorrência de eventos extremos.
No Brasil, provoca chuvas intensas e enchentes no Sul, enquanto gera secas severas, calor extremo e riscos de incêndios na Amazônia e no Nordeste, impactando a agricultura e a saúde.

Comentários
Postar um comentário