Servidora de Coité relata perda de mais de R$ 400 mil com jogos de azar e faz alerta: “Não desejo isso pra ninguém”

Um relato forte e comovente feito por
uma moradora de Conceição do Coité ganhou repercussão nas redes sociais
ao expor os impactos devastadores do vício em jogos de azar. A mulher,
que se identifica como Chantele Oliveira, servidora pública municipal,
afirma ter perdido mais de R$ 400 mil ao longo de cerca de três anos.
Casada
e mãe de três filhos, ela decidiu tornar pública sua história como
forma de alerta. Em vídeo, contou que o envolvimento com jogos começou
em 2022, período em que estava desempregada e tinha como única renda o
benefício social. No entanto, segundo ela, foi em 2023 que o problema se
agravou.
“Tudo
piorou quando tive um ganho alto. Postei nas redes sociais e muitas
pessoas começaram a jogar pelo meu link. Meus ganhos aumentaram e aquilo
foi me prendendo cada vez mais”, relatou.
A
servidora disse que ficou surpresa ao perceber que diversas pessoas do
seu convívio também enfrentavam situações semelhantes, inclusive perfis
que, segundo ela, jamais imaginaria.
Outro
ponto destacado por ela foi a facilidade de acesso às plataformas de
apostas. “Hoje é muito fácil. Você está em casa, com o celular na mão,
baixa o aplicativo, paga e recebe no Pix. Isso incentiva ainda mais”,
afirmou.
Sobre
a vida pessoal, Chantele contou que o marido chegou a ser envolvido no
início, mas desistiu ao perceber os riscos e pediu que ela parasse.
Mesmo assim, ela continuou jogando escondido.
“Eu
esperava todos dormirem ou ficava sozinha para jogar. Comecei a gastar
todo o meu salário e deixei de cumprir minhas obrigações. Mentia, dizia
que o banco tinha descontado ou que o salário não tinha caído”, revelou.
Com
o agravamento da situação, as dívidas se acumularam e, segundo ela, se
transformaram em uma “bola de neve”. A mulher afirmou que chegou a
recorrer a empréstimos com agiotas e não conseguiu honrar os pagamentos.
“Teve
um momento em que pensei no pior. Foi quando pedi ajuda ao meu esposo.
Ele me ajudou, vendeu o carro para pagar as dívidas, mas mesmo assim eu
continuei jogando escondido”, disse.
Atualmente, ela calcula dever cerca de R$ 20 mil a agiotas, além de débitos no cartão de crédito. Com salário mensal em torno de R$ 2 mil, a situação financeira se tornou insustentável.
O
Calila perguntou como está sendo feito esta conta de prejuízo de R$ 400
mil, sendo uma servidora que ganha R$ 2 mil, e ela explicou que está em
jogo tudo que ela ganhou e ‘devolveu’ para os jogos. “Digamos que eu
ganhei três mil, eu apostei o valor novamente e quando me via sem
dinheiro saia procurando emprestado”, esclareceu.
Ao
final do relato, a servidora faz um apelo para que outras pessoas não
sigam o mesmo caminho. “Não desejo pra ninguém o que estou passando”,
declarou.
O
caso chama atenção para o crescimento do vício em jogos de azar online,
problema que tem atingido pessoas de diferentes perfis e classes
sociais, impulsionado pela facilidade de acesso e promessas de ganhos
rápidos.
Fonte: Calila Notícias, parceiro do Augusto Urgente
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