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Lula defende lei para barrar “Jogo do Tigrinho” e outros cassinos digitais

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de uma lei para impedir o funcionamento de jogos de azar virtuais, como o popular “jogo do tigrinho”. A declaração foi feita durante um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de sábado (7).

Durante o discurso, Lula afirmou que considera incoerente permitir a atuação de cassinos digitais no país enquanto os cassinos físicos continuam proibidos. Segundo ele, as plataformas de apostas online estariam contribuindo para o endividamento de muitas famílias brasileiras.

“O cassino é proibido no Brasil, não faz sentido permitir que o jogo do tigrinho entre nas casas, endividando as famílias pelo celular”, afirmou o presidente. Ele também disse que pretende discutir o tema com o governo, o Congresso e o Judiciário para buscar medidas que limitem esse tipo de plataforma.

Apesar das críticas atuais, a regulamentação do mercado de apostas foi sancionada durante o atual governo. A proposta original foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com foco na regulamentação das apostas esportivas, que já funcionavam no país sem regras específicas.

Durante a tramitação no Congresso, o relator da proposta na Câmara dos Deputados do Brasil, o deputado Adolfo Viana, incluiu no texto a autorização para que cassinos online também fossem contemplados na regulamentação.

A inclusão gerou debate no Senado Federal do Brasil, que tentou barrar a medida. No entanto, a Câmara manteve a autorização e, em dezembro, o presidente sancionou a lei que passou a regulamentar o setor de apostas no país.

Agora, o governo afirma que pretende discutir novas medidas para restringir jogos considerados prejudiciais e reduzir os impactos do endividamento provocado por apostas online.

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