Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou ações para evitar uma paralisação nacional de caminhoneiros, diante da escalada no preço do diesel e da insatisfação da categoria. Mesmo com novas medidas anunciadas, representantes do setor seguem mobilizados e não descartam greve.
Entre as iniciativas, o Ministério dos Transportes anunciou o reforço na fiscalização do pagamento do piso mínimo do frete, com monitoramento eletrônico e presencial mais rigoroso. A proposta também inclui a criação de mecanismos legais para punir empresas que descumprirem os valores estabelecidos.
Segundo o ministro Renan Filho, práticas de pagamento abaixo do piso têm sido frequentes e precisam ser combatidas com mais rigor.
A mobilização dos caminhoneiros ganhou força após o aumento no preço do diesel, que, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, teve alta próxima de 12% na última semana, chegando a cerca de R$ 6,80 por litro.
Categoria considera medidas insuficientes
Apesar das ações do governo, entidades que representam os caminhoneiros avaliam que as medidas ainda não atendem às principais demandas da categoria. Entre as reivindicações estão a atualização da tabela do frete e melhores condições de trabalho.
A Associação Nacional de Transporte de Cargas anunciou paralisação das atividades a partir das 12h desta quinta-feira (19), na região portuária de Santa Catarina. Segundo o diretor Sérgio Pereira, as ações do governo são consideradas “insuficientes”.
Representantes do setor se reuniram em Santos (SP) para discutir a mobilização nacional. A definição sobre uma possível paralisação mais ampla deve ocorrer durante assembleia marcada para esta quinta-feira (19), no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista.
Governo amplia fiscalização e tenta conter preços
Além do frete, o governo também intensificou ações para coibir abusos no preço dos combustíveis. A Agência Nacional de Transportes Terrestres vai ampliar a fiscalização sobre o cumprimento da tabela de fretes, com possibilidade de punição para empresas infratoras.
Entre as medidas já adotadas estão a retirada de impostos federais sobre o diesel e a criação de subsídios para reduzir o preço nas refinarias. Também foi determinado que postos informem, de forma clara, as ações adotadas para conter aumentos.
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades e abusos nos preços praticados em diferentes estados.
Enquanto isso, os caminhoneiros seguem em estado de alerta, aguardando novas definições e mantendo a pressão por respostas mais efetivas do governo.
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