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| (iStockphoto/Getty Images) |
O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, destacou que, das 20 cidades mais violentas, 18 se localizam no Norte e Nordeste. Nos últimos anos, as duas regiões se tornaram um importante corredor do tráfico de drogas para as facções criminosas, como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN), que travam batalhas sangrentas pelo domínio do território. A cocaína geralmente é produzida nos países vizinhos Bolívia e Peru, que tem mais de 1,4 mil quilômetros de fronteira com o Brasil. A droga atravessa a área brasileira pelos rios da floresta amazônica, até chegar aos portos da costa nordestina, de onde é enviada por navios para Europa e África.
De acordo com a pesquisa, outro fator determinante para o elevado número de mortes violentas nessas duas regiões é o fato de terem a maior quantidade de jovens, entre 15 e 24 anos, que não estudam e não trabalham, ficando desta forma vulneráveis à influência das facções. “Esses são exatamente os indivíduos principais a serem focalizados em qualquer programa de enfrentamento à criminalidade”, diz o estudo do Ipea, que é vinculado ao ministério da Economia.
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| (Foto: YouTube) |
Na lista das capitais mais violentas, está Fortaleza em primeiro lugar, com taxa de 87,9, seguida por Rio Branco, 85,3, e Belém, 74,3. Chamou a atenção dos pesquisadores o caso de Florianópolis, que, apesar de ter um índice de homicídios de 30, sofreu um aumento de 70,9% na taxa entre 2016 e 2017.
As dez cidades com maiores taxas homicídios por 100.000 habitantes:
- Maracanaú (CE) – 145,7
- Altamira (PA) – 133,7
- São Gonçalo do Amarante (RN) – 131,2
- Simões Filho (BA) – 119,9
- Queimados (RJ) – 115,6
- Alvorada (RS) – 112,6
- Marituba (PA) – 100,1
- Porto Seguro (BA) – 101,6
- Lauro de Freitas (BA) – 99,0
- Camaçari (BA) – 98,1 Fonte: Interior da Bahia


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