Há 22 anos, um acidente tirou a vida dos integrantes da banda Mamonas Assassinas.
Símbolo de libertação, alegria e extravagâncias, o grupo conquistou o
Brasil com músicas irreverentes e satíricas que ficaram na memória
popular. Mamonas foi sinônimo, também, da primeira dor de uma geração
que ainda não estava acostumada com a perda.
Em junho de 1995, o grupo se tornou um fenômeno
da cultura pop com o lançamento do primeiro álbum. O disco vendeu mais
de 3 milhões de cópias, 25 mil só nas primeiras 12 horas após a estreia
nas rádios.
Liderada
pelo vocalista Alecsander Alves, o Dinho, Mamonas virou um ícone para
jovens e crianças, fisgados pelo visual fantasioso e musicalidade cheia
de referências aos estilos brasileiros. O álbum autointitulado mistura
brega com forró e até hard rock.
Em
apenas nove meses de turnê, os Mamonas Assassinas visitaram quase todos
os estados brasileiros. Em dezembro de 1995 foi a vez dos
fortalezenses. Cerca de seis mil pessoas viram o grupo no Castelão,
número pequeno para o estádio.
O acidente
O
acidente aconteceu às 23h56min de sábado, 2 de março de 1996, depois de
um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O avião, um Lear Jet,
prefixo PT-LSD, da empresa Táxi Aéreo, colidiu com a Serra da
Cantareira, Zona Norte de São Paulo.
No
domingo, mães e pais receberam a missão de contar aos filhos sobre a
morte dos jovens – todos entre 22 e 28 anos. O fato ressoou na mídia nos
dias que seguiram. Cerca de 100 mil pessoas acompanharam o velório dos
Mamonas. (Informações de O Povo).

Comentários
Postar um comentário