| (crédito: Reprodução/Facebook) |
Contrária
a vacinação contra covid-19, ela decidiu se expor propositalmente ao
vírus SARS-CoV-2 para conseguir o passaporte da vacinação, necessário na
República Tcheca para adentrar locais públicos, como bares e cinemas.
Ao
receber o diagnóstico, Hana fez uma publicação no Facebook comemorando
pela doença. “Vou divulgar sim! Estou muito feliz. Desta forma poderei
ter uma vida livre, como os outros, ir ao teatro, sauna, show. Quero um
pouco de mar, urgentemente. A vida está aqui para mim e para ti também”,
escreveu na rede social no dia 14 de janeiro, quando achava ter vencido
a doença.
No dia seguinte, ela saiu para caminhar, sentiu muitas dores nas costas e morreu por sufocamento, deitada na própria cama.
O
filho da cantora, Jan Rek, deu uma entrevista à rádio iRozhlas, da
República Tcheca, e confirmou a história e disse que a mãe era
antivacina. Ele e o pai estavam imunizados, contraíram a doença na mesma
época da mãe, mas não apresentaram sintomas graves. “Ela preferiu viver
normalmente e pegar a doença para não ter que se vacinar. É triste que
ela preferiu acreditar em estranhos invés da própria família”, disse.
Os
“estranhos” que Jan diz, são movimentos membros de movimentos
antivacina. Ela destacou dois deles, o ator Jaroslav Dusek e a bióloga
Soya Peková, influentes em campanhas antivax no país da Europa Central.
Pelas redes sociais, Hana compartilhava vídeos e postagens dos dois.
"Minha
mãe não foi apenas alvo de desinformação. Ela acreditava em opiniões
sobre a imunidade natural e anticorpos que criaria quando pegasse a
doença", contou o filho.
Assim
como grande parte da Europa, a República Tcheca viu os casos de
covid-19 explodirem no começo do ano, a partir da disseminação da
variante ômicron. Até o momento, 2,6 milhões de pessoas já pegaram a
doença e 36,9 mil acabaram mortas. A população total da República Tcheca
é de 10,7 milhões de habitantes.
Fonte: Correio Braziliense
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