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| Ameaça do despejo dos Sem Terra é nesta quarta-feira |
O site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), informa que a liminar, expedida em maio de 2018, ignora o processo de compra da fazenda encaminhado pelo Programa Nacional de Credito Fundiário, a tramitação certifica que a fazenda em questão está em negociação entre o governo do estado e verdadeiro proprietário. Ainda de acordo com o MST, a “empresa, que antes da ocupação havia abandonado a fazenda por cerca de dois anos, produzia manga em grande escala, mas desativou a lavoura após parar de pagar seus funcionários”. Por conta dessa ação a empresa possui atualmente 70 processos trabalhista abertos no Ministério Público.
Para além da produção, há outros aspectos que preocupa as famílias ali acampadas, a moradia e escola para os seus filhos. Hoje dentro do acampamento funciona escola com alunos de educação infantil, fundamental 1 e Educação para Jovens e Adultos (EJA), que pode ser interrompida por conta do despejo.
“A forma como o processo está sendo conduzido é arbitraria, estamos lutando por uma terra que não é da empresa Moxx Frutas Tropicais LTDA e até hoje não fomos ouvidos”, explica Lidiane Gomes, da direção estadual do MST.
“Os acampados voltaram a sonhar e a viver dignamente com condições reais de existência, proporcionando alimento saudável e ensino de qualidade para seus filhos, sabemos que essa ação está cheia de irregularidades, e, por isso, continuaremos a resistência, finaliza. (Com informações do blog Geraldo José e MST Foto: Márcia Mascarenhas).

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